quinta-feira, 13 de outubro de 2011

...

Pessoas pensando
pessoas sofrendo
Querendo talvez uma chance
Um milagre
Um verbo
Um por que

Humanos vivendo
Humanos tentando viver
Querendo uma alegria
Uma razão
Uma paixão
Um prazer

Nada mais que energia
Nada mais que companhia
Querendo um movimento
Um acontecimento
Uma mudança
Um fazer

Sentimos tanto
Pedimos tanto
Mas não nos esquecemos
Daquilo que queremos esquecer

Sonhamos muito
sonhamos pouco
E se tudo for um sonho
O que será que podemos escrever?


quinta-feira, 7 de julho de 2011

...

Essa vontade de sei lá o que ...
quando você olha e não enxerga muita coisa, essa visão embaçada.
queria tanto ser suficiente, ser forte, mas acho q ainda não sou... na verdade não aprendi a ser, não sei se quero
Sei que quero poder gritar e ouvir o som da minha voz... por que agora nem eu mesma me escuto.
Mas a vida não para... não espera. Ela acontece enquanto nós nos debruçamos sobre a cama e pedimos para que as coisas tivessem sido diferentes, tivessem sido melhores.

Quem me dera ao menos um dia pensar em tudo que não pensei, escrever o que nunca me veio a mente, ser brilhante para encontrar as respostas que eu nunca encontrei pras perguntas que eu sempre me fiz e  ter o direito de ser tudo aquilo que não fui... ou fui e não me lembro.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Este ser vazio... que eu não sou!

Me sinto um ser  "transbordante"...
e aquilo que transborda não é necessariamente excesso, seria mais uma questão de expansão.
Por que sendo como um copo... se deixassem o conteúdo dentro de mim transbordar eu me sentiria capaz de levar ao externo todo esse líquido que ele desconhecia.
Não sentiria que me sobra e sim que sou capaz  de multiplicar o conteúdo... de difundir, de fundir.

Queria mesmo era gritar toda essa felicidade e fazer com que as pessoas entendessem que não basta ser tudo que se é... é preciso ser tudo que se quer.
Não adianta apenas sonhar...precisamos sonhar em realizar nossos sonhos.

Outro dia nós falamos sobre a cor da vida e descobrimos que quem pinta somos nós.
Pois é, minha vida anda tão colorida, tão divertida... cheia de cor e de vida.
Até certo ponto posso dizer o que cada cor é e o que representa, mas meu amigo... tem momentos em que elas se misturam de tal forma que penso que são uma só... uma única cor formada por todas as outras cores.
Um único sentimento, formado por todos os outros sentimentos.
Uma única música , formada por todas as  notas, melodias e todas as sonoridades possíveis.
Um único ser, formado por todos os outros seres... sou eu sendo formada por todos os meus eus, eu sendo somada à todos os seus eus e multiplicada por todos os nossos nossos eus.

Sem mais

terça-feira, 15 de março de 2011

Se eu pudesse perguntar a Deus uma coisa...

Seria: "ele está destinado para mim?"
Se Ele me respondesse que sim, então continuaria a amá-lo ainda mais.
Mas se Ele me respondesse que não, ainda assim, eu continuaria a amá-lo até fazer Deus ver que amar você no meu melhor é o suficiente para provar que estamos destinados.

Te Amo.

sábado, 5 de março de 2011

Como diria Clarice Lispector: "eu te deixo ser, deixa-me ser então."

As vezes sinto como se fosse o reflexo daquilo que as pessoas realmente querem que eu seja.
Como se aquilo que sou não as preenchesse, não as satisfizesse.


Na verdade pensando mais sobre o assunto percebi que quem não se satisfaz sou eu.
Quem quer sempre ser mais sou eu.
Não julgo isso como ruim, já que sempre busco ser mais completa, porém ultimamente tenho notado um querer contrário nas pessoas...
Quando dou o máximo que posso, parece que excedi um limite.
Quando me entrego por inteiro, quando não deixo uma lasquinha se quer se destacar de mim, parece que fui mais do que deveria.

Oras, estou cansada de tentar e tentar. Ficar tentando não dá, não resolve meu problema.
Não quero ser isso.
Quero ser eu.
Quero ser falta e excesso.
Claro e escuro.
Quero ser tudo ou então não serei nada.

Fico me espremendo, me comprimindo, me medindo, me tomando por inteiro para então descobrir que assim não agrada, não sustenta.

Fico tentando encontrar palavras, anseios, motivos, mas esses não são suficientes para calar o que realmente habita em mim. E o que realmente habita em mim não quer ser calado, nem mascarado.

Essas reclamações infundadas de verdades mal contadas me deixam num estado tão triste que poderia até dizer que é eterno.
Me corrói aos poucos e tira toda essa imortalidade que tem de ser o momento.
Pelo menos o meu momento eu sei que tem que ser eterno.
E é essa eternidade que quero preservar.

Não me peça para ser metade nem o dobro daquilo que sou.
Eu não sou como um número que pode ser dividido, multiplicado, somado e subtraido.

Sou como uma palavra  que pode ter vários significados, traduções e erros de ortografia, porém nunca deixará de ser aquilo que realmente É.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Reflexão - por @vic_tor_sa

"Angústia e ansiedade se confundem.O que falar, e o mais importante, quando falar?
Sua falta virou parte da rotina. Mas será que aguentaria te perder, ainda que você nunca tivesse me pertencido?
Daria minha vida para que fosse feliz, mas no fim teria valido a pena? Nunca saberei.
Ser romântico é para os fortes de alma,ainda que o amor seja a pior das maldições e que talvez te acompanhe pelo resto da sua vida. Seria agradável se toda a dor se esvaísse rápido, como o último cigarro. O doce prazer letal."  
        Blog do autor

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Seus pensamentos continuavam a maltratá-la.
A chuva começou e a unica coisa que pôde fazer foi se render a todo aquele céu que desmoronava.
Então ajoelhou-se e confessou:
- Não sou mais forte como antes.
Realmente não era mais

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Futuro

Hoje após chegar do meu primeiro dia de curso e abrir meu e-mail me deparei com uma mensagem que continha o seguinte título :
"Descubra seu futuro de graça."
Obviamente não me atrevi a prosseguir e ler a mensagem, porém esse título me instigou e me fez pensar.
O futuro... algo que nos parece tão enigmático, que muitas pessoas sismam em querer desvendar ou até mesmo evitar. Ele que na verdade é o que ainda não possuímos, não tivemos, não somos, tudo que ainda é só fantasia. Se tivesse que o definir diria como indefinido.
Mas então em meio aos meus e-mails apareceu alguém que me diria o futuro, mesmo ele sendo tão oculto e preciso,  e essa pessoa o faria de graça.DE GRAÇA.
Imperdível... eu deveria te-lo feito, mas apaguei a mensagem.
Talvez por que o futuro não queria que eu o descubra, por isso se faz tão enigmático.
Talvez ele quer que eu o descubra na hora certa , por isso só me deixa desvendá-lo quando o mesmo já é o presente.
Quem sabe ele também não tem medo de mim ? Eu que fico sempre o questionando, o criticando, o precionando.
Quem sabe ele não sente falta de ser aceito assim como o passado é.
Mas não, nós teimamos em dizer : "futuro, você deve ser assim, você deve ser assado"
E ele como retribuição nos provoca, nos atiça.
Ele é como uma criança brincando: imprevisível. Mas nós queremos tirar o brinquedo dele , o único brinquedo dele, e dizer : cresça logo, seja logo ... me deixe ser logo.
Nós nos tornamos exigentes com o futuro, nos tornamos exigentes com aquilo que seremos e acabamos por esquecer de nos preocupar com aquilo que somos.
Vivemos nossa vida no amanhã, queremos ser e fazer amanhã... queremos brincar, pular , gritar, se exercitar, xingar, criar, poder ... tudo AMANHÃ.
E queremos que o futuro seja tudo aquilo que nós ainda não fomos... ao invés de agir pensando no que se é necessário para torná-lo auto-suficiente para que ele consequentemente seja aquilo que tem de ser  e que geralmente depende mais do que fazemos agora, no presente.
Só quando aceitarmos que o futuro não se predispõe a ser tudo de uma vez, que ele precisa de paciência, de cuidados, que ele necessita de ser menos questionado, que ele não gosta de imposições, mais sim de liberdade para ser aquilo que é e que tudo que ele quer é que deixe-mos que ele brinque com o seu único brinquedo e esqueçamo-nos dele e lembremos mais do nosso presente.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Amor... não consigo defini-lo, então decidi aceitá-lo.
Assistam o vídeo até o fim e depois comentem o que acharam. Eu sempre choro!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Chaplin.

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!" - Charles Chaplin


Sem mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eu tinha um texto...


O texto tinha um titulo: "aos seus atos os meus pêsames", mas agora não existe algo que possa intitular minha falta de coragem que ás vezes me atormenta. Não aquela coragem de desbravar territórios, enfrentar os mares, de se deixar apaixonar, de admitir suas falhas, mas a falta de coragem de ferir alguém com o que penso e sinto.
Não quero escreve-lo aqui, me nego a fazer isso, tornar público meus desafetos. Já que todas as pessoas são como eu:  frágeis e desprotegidas por dentro.Não vou revelar-lhes as minhas críticas à seu respeito, não me vejo melhor que eles para causar tal rebuliço. Só tenho de prestigiar a todos que conseguem ser o que realmente são.Obrigada a todos que são verdadeiros com o mundo. A todos que não atuam na vida real. Obrigada a você que me faz ter vontade de esquecer as pessoas que me fizeram passar mal por dentro, mas tome cuidado... não se deixe cegar por imposições de terceiros, tornando seus os princípios do outro e adquirindo uma forma que não a sua. 

A sua bela forma de ser VOCÊ.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bom ou ruim...

Tudo pode ser bom, ruim e principalmente mais ou menos.
Tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem.
Bom é recostar na cama e sentir seu cansaço se esvair diante do sono.Ajeitar o travesseiro e sentir-se leve  depois de tanto pesar.
Bom também é quando durante a noite começa a garoar e as gotas fazem cócegas sobre nosso teto.É como se esse som tão infinito prometesse matar nossa fome de sonhos, nossa vontade do céu.
Ruim é estar em meio à tantos e querer estar apenas com um.
Ruim é a falta de coragem de fazer, dizer, sentir... VIVER.
A vergonha de estar decadente não é ruim, ruim é o orgulho que se nega a reconhecer a decadência.
Bom é estar em uma cidade estranha em que você nuca esteve e sabe que nunca mais vai voltar.
É bom sentir saudades, ruim é não ter saudades.
E como é bom sair sem direção e pensar no que você fez da sua vida e no que a vida fez em você.
Bom mesmo é sonhar, realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar!
O fim de um grande amor é muito, muito ruim, já que um grande amor não tem fim.
Bom é amar... Ruim é amar.
Bom é encarar a vida com fantasia, com alegria.
Bom é não se deixar abater por palavras, por olhares, por pessoas.
Trabalhar não é ruim, ruim é trabalhar naquilo que não se ama.
Ruim não é morrer, é se ver de frente ao precipício.
E pode ser bom falar sobre o que é bom ou ruim, mas deve ser ruim falar sobre o que é mais ou menos.

 

Não se preocupe em entender.

"Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento" - Clarice Lispector
Não existe uma resposta que possa lhe explicar o por que de estarmos aqui e as muitas tentativas de explicação dessa existência nos requerem uma indubitável crença.
Então simplesmente me rendi a vida.Não quero me deixar sucumbir em meio a tantos questionamentos sobre o mundo, sobre mim mesma.
A nossa tentativa de decifrar a vida, faz com que esqueçamos de nós mesmo, de nossos amores, nossos anseios.Não condeno a crença, mas não a vejo como unica razão de existência. Se pra viver minha crença é preciso esquecer quem eu sou e deixar aflorar razões, que não as minhas, para viver. Eu viverei sem crenças!
E serei eu mesma até o fim. Sendo bom ou não, sendo fria ou quente, nunca deixarei de ser noite, pois na luz todos nós vivemos, todos nós entendemos... quero saber o que  posso enxergar na escuridão, onde somente eu crio, onde apenas eu vivo.

Primeiro post... estou com sono.

Algumas palavras já foram escritas faz um tempo e os sentimentos não são mais os mesmos, a visão mudou e a verdade é que precisava de um refúgio onde pudesse ter a esperança de que minhas palavras não ficariam presas nas folhas de um caderno que qualquer dia iria se acabar com o tempo.
Me pego novamente falando sobre o tempo, afinal é ele quem determina tudo, o fim e o começo.
Sinto saudades de quando o único sentido da vida era viver e apenas isso bastava.Quando sentir as gotas da chuva sobre o rosto me fazia sentir inexplicavelmente bem. 
Os dias passam e hoje já é o amanhã, e eu aqui tentando explicar o quanto me sentia bem ontem e esquecendo de lembrar que minhas asas ainda estão se abrindo e é chegada a hora do meu grande vôo, mas não tenho medo de cair... só tenho medo de temer a queda.